Existe um trabalho que não aparece apenas no produto final, mas está presente em cada mão calejada, em cada dia longo sob o sol, em cada estrada percorrida ainda de madrugada. É o trabalho dos vitivinicultores da nossa região — homens e mulheres que plantam, cuidam, acompanham o tempo, a terra e a videira com dedicação, disciplina e amor pelo que fazem.
A safra é um período intenso, exigente e cansativo. Mas também é um momento de realização. É quando o esforço de meses — muitas vezes de anos — ganha forma, peso e sentido. Pelas imagens enviadas à Rádio Liberal pelo vitivinicultor e produtor Juarez Pasqualotto, da Linha 28, em Guaporé, é possível perceber que esse ofício vai muito além de plantar e esperar.
Ainda na madrugada desta quarta-feira, Juarez já enfrentava a fila para a descarga da produção, mostrando que estar na vitivinicultura é estar presente em todas as etapas do processo: cuidar da videira, colher o fruto e transportar a própria produção, muitas vezes com recursos próprios, até destinos como Bento Gonçalves.
Esse é o retrato fiel de quem vive da terra e para a terra. Um trabalho silencioso, mas essencial. Um trabalho que move a economia, sustenta famílias e mantém viva a tradição agrícola da nossa região.
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