A Promotoria de Justiça encaminhou um pedido formal de informações à Câmara Municipal de Vereadores para esclarecer a existência de denúncias relacionadas a manifestações atribuídas ao vice-prefeito Pipo Baldissera, que vêm repercutindo em redes sociais e em pronunciamentos públicos.
No ofício, o Ministério Público questiona se há denúncia formal por infração político-administrativa protocolada contra o vice-prefeito no âmbito do Legislativo municipal. O órgão também solicita informações sobre eventuais medidas já adotadas pelos vereadores para apurar os fatos, incluindo a possibilidade de instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
Caso uma CPI venha a ser instalada, a Promotoria pede ainda esclarecimentos sobre os procedimentos e instrumentos de fiscalização que seriam utilizados, com o objetivo de assegurar a legalidade dos atos e o respeito aos princípios da moralidade administrativa durante a condução das investigações.
Em contato com a reportagem, o presidente da Câmara Municipal, vereador Jonas Agosti, que assumiu recentemente a presidência da Casa, informou que mantém diálogo com a Promotoria para negociar prazos para o envio das respostas solicitadas. Segundo ele, o Legislativo encontra-se em recesso e retoma suas atividades no dia 2 de fevereiro, quando o tema deverá ser levado à discussão em plenário.
Nos bastidores políticos, a abertura de uma CPI é considerada provável por alguns interlocutores. Já integrantes do governo municipal afirmam estar tranquilos, sustentando que as acusações não procedem e reforçando a lisura da administração do prefeito Rossetto.
O caso segue sendo acompanhado e deve gerar novos desdobramentos com a retomada das atividades legislativas no próximo mês.
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